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Postado em 09 de Agosto às 16h29

Projeto 20 Minutos “Se fala muito em inovação, mas o que precisa inovar mesmo, somos nós”

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Palestrantes explanaram sobre tecnologia, inovação e empreendedorismo em evento promovido pelo Núcleo de Jovens Empresários da ACIC Chapecó

Seis palestras que trouxeram tendências sobre tecnologia, inovação, relacionamento profissional e empreendedorismo marcaram o Projeto 20 Minutos nessa quinta-feira (08), no Arcoplex Cinemas, no Shopping Pátio Chapecó. A iniciativa foi do Núcleo de Jovens Empresários (NJE) da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) e teve como tema “O poder da inovação”.

De acordo com uma das coordenadoras do evento, Caroline Dallacorte, a proposta foi desafiar e inspirar o público, proporcionando à comunidade um evento diferenciado e inovador. “A seleção dos palestrantes priorizou profissionais que falaram sobre inovação, comportamento, empreendedorismo, tecnologia, novas ideias, voluntariado e pró-atividade”, frisou.

O coordenador do NJE, Robert Otto, salientou que o Projeto 20 Minutos trouxe apresentações objetivas e ricas em conteúdo, nas quais os palestrantes abordaram assuntos relevantes ao empreendedorismo, com duração de 20 minutos cada. “Agora, começaremos o planejamento da próxima edição, em 2020”, acrescentou.

O evento contou com patrocínio premium do Arcoplex Cinemas, Nostra Casa, Dale Carnegie e NSC TV e patrocínio da Eko’7, Elo Ideias, Fhilippi, Unochapecó, Contaseg, Difepal, Elizandro Giacomini Fotografia, Ibis Chapecó, OLX, PoBurger, Protema Empreendimentos, Swot Marketing e Design e a VS Conceito.

INOVAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES

O diretor de Crescimento da OLX Brasil, Phillip Klien, palestrou sobre “Inovação no crescimento das organizações”. Ele citou as estratégias de growth hacker, ou seja, ações inovadoras de custo muito baixo para ajudar empresas na aquisição e retenção de clientes. Conforme Klien, as empresas, independentemente do porte ou setor de atuação, podem usar essa ferramenta como uma prioridade contínua por meio de cultura organizacional, métricas acionáveis e processos, fazendo com que cada decisão considere objetivos de crescimento alavancando a inovação. “Uma dica que deixo é: hoje não tem lugar ou parâmetros da onde virá a próxima grande inovação. Pensem grande, pode ser da empresa de vocês”.

CARREIRA

“Inovação na carreira” foi o tema abordado pelo gerente de Conta Google, Henry Couto. Ele falou das atuais tendências com a revolução industrial 4.0 e as habilidades que os profissionais precisam ter nessa nova era. Segundo Couto, duas de cada três crianças que hoje estão no ensino fundamental trabalharão em algo que ainda não existe. Acrescentou que um terço das habilidades desejadas para todas as funções existentes serão substituídas, assim como já estão mudando as relações de trabalho. “Fala-se muito em inovação, mas o que precisa inovar mesmo, somos nós, não adianta o mundo inteiro inovar e ficarmos parados. O que quero deixar claro é que a tecnologia não acabará com emprego. Não se preocupem se teremos mais ou menos vagas, o que vocês precisam se preocupar é: qual é o limite do conhecimento, do aprendizado. Enquanto vocês estiverem atentos e continuarem buscando o que está acontecendo de novo, atualizarem-se e adaptarem-se a essas mudanças, vocês terão emprego”.

INOVAÇÃO SOCIAL

A coordenadora do projeto Social Good Brasil, Silvia Luz, explanou sobre “Inovação social”. Ela destacou que inovação social é uma solução para um problema que é mais efetiva, eficiente, sustentável ou justa que as soluções existentes. “Na inovação social qualquer produto ou serviço que é desenvolvido está pensando em como contribuir ou solucionar um problema social ou ambiental. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são um grande norte para os empreendedores sociais para desenvolver uma iniciativa de impacto. No século 19 sempre se avaliava o retorno do negócio, no século 20 passou-se a avaliar também o risco. O século 21 está se movendo em direção à retorno, risco e impacto. Os ODSs estão aí para mostrar que existem áreas diversas para inovar e usar nossos maiores talentos a serviço dos problemas complexos que nós mesmos criamos. Desse olhar nascerão novas ideias, novos negócios, mas principalmente nascerão novas pessoas”.

GESTÃO DE PRODUTOS

O gestor de Produtos Magnetis Investimentos – Nubank, Paulo Sellos, palestrou sobre “Inovação na gestão de produtos”. De acordo com ele, é necessário ter uma visão clara do que se quer e agir. “A visão sem ação é só um sonho, ação sem visão é um passatempo, os dois precisam andar juntos. A visão com ação muda o mundo”. Ele destacou que um dos principais pilares no desenvolvimento de produtos é ter confiança e autonomia. “É preciso empoderar as pessoas”, salientou acrescentando que se deve dar a oportunidade de errar e acertar. “No fundo, é tudo sobre pessoas. Você trabalha com pessoas e cria produtos que são para pessoas, resolve os problemas das pessoas. Mesmo quem trabalha com tecnologia e com dados, não pode esquecer que está lidando com pessoas, precisa conversar com elas, com os clientes”. Sellos observou ainda que é preciso amar os problemas e não as soluções, entendendo quais são e ajudar a resolvê-los. “A inovação de produtos consiste em enxergar problemas que você consegue resolver ou descobrir uma forma nova de resolver problemas antigos”, frisou.

EMPRESAS FAMILIARES

E nas empresas familiares, como agir? Esse foi o tema abordado pela sócia e diretora da Perozin Indústria Metalúrgica, Alessandra Perusin Miotto, com a palestra “Cultura da inovação nas empresas familiares”. Para ela, inovação é o assunto do momento e precisa ser abordado nas empresas familiares. “Inovação em produtos e serviços continuará sendo importantíssimo, mas não será o suficiente. É preciso repensar o tema, incluindo na discussão o modo como se define e se redefine os negócios. Essa é a parte mais difícil, mudar as empresas, criando uma cultura de inovação. A confiança é a base de tudo: os familiares precisam estar alinhados e os objetivos têm que ser claros e definidos, além de existir muito diálogo. É preciso ter a arte de ouvir e perdoar para manter a saúde da empresa e da família”. Alessandra destacou que é necessário conversar sobre cultura organizacional e sobre governança familiar. “Para que exista uma cultura de inovação dentro das empresas, seja você a primeira pessoa a perguntar: e por que não?”.

CRIATIVIDADE

Para encerrar o evento, o trainer e diretor da Dale Carnegie, Alexandre Galon, palestrou sobre “O poder do processo para potencializar a capacidade criativa das pessoas”. Ele reforçou que pensar em inovação é um processo e não ações separadas. As dicas são: inovar sobre pressão é péssimo; é preciso criar um ambiente seguro para a troca e o fluxo de ideias. Galon deixou nove passos da inovação: visualizar, encontrar fatos, encontrar oportunidades, buscar ideias, encontrar soluções, buscar aceitação, implementar, acompanhar e avaliar.

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