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Postado em 11 de Julho às 08h11

O poder das conexões

Representatividade e Ações (55)

Dra. Graziela Simone Tonin, professora e pesquisadora do Curso de Ciência da Computação da UFFS, consultora em transformação ágil e Coach de carreira e negócios


Há dois tipos ou grupos de empreendimentos considerados relevantes atualmente: aqueles que se adaptam rapidamente incorporando com protagonismo as transformações tecnológicas. Estes são Transformados! E os que lideram a transformação criando e distribuindo conhecimento e tecnologia em serviços e produtos relevantes à sociedade.


Ambos fazem parte da quarta revolução industrial. Arriscaria dizer que tudo indica que estar em um desses grupos é pré-requisito para sobreviver à 4ª Revolução Industrial e para tentar a sorte na 5ª.

Para fazer parte do primeiro grupo precisa-se de líderes transformadores, pessoas engajadas com ?mente aberta? combinada ao pragmatismo que pondera as consequências práticas e, assim sendo, capazes de performar o negócio, torná-lo perene, fazê-lo sobreviver e talvez prosperar.

E para o segundo - aqueles empreendedores diretamente ligados a criadores e inventores, designers - os mais próximos à concepção de que verdades são provisórias, logo aqueles que mais questionam e com alguma sorte e muito trabalho os que percebem e criam.

São inúmeras - e talvez até desconhecidas ainda - as características relevantes em cada um desses dois perfis. Não me proponho aqui a elencá-las todas ou esgotar suas possibilidades, mas sim a chamar sua atenção de que são ao menos duas!

E por lógica - eu gosto disso, sou cientista da computação, portanto, há uma conexão inevitável entre estas! Eis o ponto! Conexão - entre empreendedores - dos mais diversos estilos!

A quarta revolução industrial tem obrigado as empresas a adaptarem seus negócios utilizando as tecnologias emergentes para desenvolverem formas mais eficientes de produção, visando atingir novos mercados e as demandas de uma população nativa digital de forma global. Estamos expostos à competitividade internacional, sendo inevitável que para fortalecer-se como um player global precisamos melhorar nossa produção e competitividade.

É importante destacar que para tornar cada negócio altamente competitivo em uma economia cada vez mais aberta é preciso desenvolver parcerias nacionais e globais, implantar atualização tecnológica, investir em inovação e diversidade. Sendo indispensável utilizar a tecnologia de forma mais intensiva e desenvolver novas formas de agregar valor ao produto e/ou serviço entregue. Se considerarmos o relatório da Organização Mundial do Comércio, os fatores que são considerados para medir competitividade de um País estão diretamente conectados a capacidade de um negócio de inovar e mudar rapidamente.

A IMPORTÂNCIA DOS
ECOSSISTEMAS

Analisando as economias que tem se destacado por sua capacidade de se reinventar, inovar e, portanto, manter-se competitivas, identificamos a importância dos ecossistemas de empreendedorismo e inovação. Tanto que no último relatório do Fórum Econômico Mundial, além de serem considerados os fatores tradicionais para se calcular o índice de competitividade de um país, (infraestrutura, macroeconomia, estabilidade, educação básica e superior, saúde, bons níveis de produtividade, desenvolvimento financeiro do mercado, tamanho do mercado, etc.), percebeu-se a necessidade de considerar fatores adicionais devido a algumas características que tem sido destaque nestas economias, características estas inerentes a fatores como: abraçar ideias disruptivas, colaboração entre multistakeholders, parcerias, pensamento crítico e cultura empreendedora. Teorias recentes de inovação têm enfatizado conexão como um dos fatores que afetam diretamente a capacidade de gerar inovação. 

Um ecossistema inovador é primordialmente construído através da conexão de universidades, empresas privadas, associações, a comunidade em geral e o setor público.

Sem uma universidade forte não é possível gerar conhecimento e formar talentos com skills necessárias para gerar inovações. Além disso, boa parte da inovação é medida pelo número de patentes gerados e pelas atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Considerando as nações que cresceram substancialmente em um período curto de tempo, observa-se que os polos de inovação foram os carros chefes neste processo de manter-se e tornar-se a cada dia mais competitivo. Sendo indispensável conectar-se com parceiros locais para reduzir custos, agregar valor ao produto/serviço, viabilizar o crescimento do negócio e atualização tecnológica. E por outro lado, também é indispensável a conexão com grandes players para ter competição de forma global e conseguir atingir um maior número de consumidores. 

Países como Turquia, Portugal e Israel tem fortalecido sua economia e crescido de forma significativa devido ao desenvolvimento deste ecossistema. É um fator crucial para seguir nesta direção e sair de dentro do seu negócio.

As conexões acontecem nos eventos, nas missões de negócio internacionais, fazendo parte das associações, em momentos onde as pessoas se dispõem a sair da sua zona de conforto e ir de encontro dessas ações, muitas vezes fomentando-as e as organizando, para atrair talentos, trocar experiências e, então, desenvolver a possibilidade de criar parcerias. 

É uma escolha diária. Podemos nos propor a olhar para o mundo seja local ou global, conhecer novas ideias, ou morrermos com nossos negócios fechados em nosso escritório. Não existe a possibilidade de sermos competitivos se não conhecermos outros empreendimentos, empreendedores, se não nos aliarmos a nossos concorrentes e, principalmente, se não entendermos como outras culturas funcionam.

Como você cria um produto/serviço com valor agregado aproveitando o melhor das pessoas ao seu alcance se NÃO conhece suas culturas? Como você pode vender para pessoas cuja cultura você NÃO conhece? Como você irá desenvolver parcerias e fortalecer seu negócio se não se conectar com o ecossistema? Simples. Você NÃO cria e NÃO fornece. Vamos tirar esse ?NÃO? de suas atitudes?!

 

 

SAIA DA ZONA DE CONFORTO

É preciso vencer as barreiras culturais, sair da zona de conforto e incentivar a diversidade nos seus times e negócio, diversificar e criar redes de parcerias. Nesta ERA ou você contribui e faz parte desse sistema colaborativo ou você está escolhendo matar o seu negócio.

Quando economias como Israel, com zero recursos naturais, se transformam em um curto período de tempo o terceiro país no mundo - estando apenas atrás dos EUA e China - a ter o maior número de empresas listadas na Nasdaq e ser um dos maiores polos de inovação, você passa a perceber o poder das conexões.
Fica aqui o meu desafio, quantas parcerias você tem feito? Em quantos eventos você tem participado? Na sua rede de contato, quais as suas conexões? São pessoas de um mesmo local, cultural e forma de pensamento?
Lembre-se que é uma escolha onde você estará nos próximos 5 ou 10 anos. Onde você e o seu negócio estarão é produto das conexões que escolheres fazer a partir de hoje.

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