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Postado em 27 de Fevereiro de 2015 às 17h15

Lojas fecham por 1 hora neste sábado em Chapecó

Os estabelecimentos do comércio lojista de Chapecó fecharão neste sábado (28) no horário das 9h30 às 10h30 em demonstração de repúdio à condução da política econômica nacional e em protesto as últimas medidas adotadas pelo Ministério da Fazenda e, subsidiariamente, em apoio ao movimento dos transportadores que atinge vários Estados da Federação.
A mobilização é organizada pelo Sindicato do Comércio Varejista da Região de Chapecó (Sicom), Câmara dos Dirigentes Lojistas de Chapecó (CDL) e Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) que conclamam e orientam às empresas de Chapecó e região a suspenderem suas atividades em apoio ao processo democrático da população contra a corrupção, a alta carga tributária e a precariedade infraestrutural brasileira.
As entidades solicitam para que as empresas liberem os seus funcionários no período indicado e os orientem para se reunirem na avenida Getúlio Vargas na intersecção com a rua Marechal Deodoro da Fonseca (próximo ao Banco do Brasil) em ato silencioso, pacífico e ordeiro, cujo objetivo é sensibilizar as esferas governamentais às demandas da classe empresarial.
Uma série de fatores levou o empresariado e as classes produtoras em geral à decisão pelo protesto. O aumento nas tarifas da energia elétrica, a majoração nos tributos e o encarecimento geral das atividades produtivas. A anulação da desoneração da folha de pagamentos, iniciada em 2011, foi a gota d”água. De acordo com a MP 669 publicada nesta sexta-feira, a partir de junho, o recolhimento das empresas passará de 2% para 4,5% sobre o faturamento bruto. As empresas que recolhiam 1%, passam a pagar 2,5% sobre o faturamento bruto.
“Isso representa um aumento de 100% nos encargos sobre a folha de pagamentos num momento em que todos os setores da economia brasileira se ressentem da queda no nível de consumo e no aumento da inadimplência”, reclama o presidente da CDL Chapecó, José Carlos Benini.
Os presidentes Marcos Antonio Barbieri (Sicom), José Carlos Benini (CDL) e Bento Zanoni (Acic) estarão no centro da cidade neste sábado pela manhã acompanhando o movimento e incentivando o fechamento temporário das lojas.
Bento Zanoni disse que “cresce na sociedade brasileira a desagradável sensação de que as autoridades federais, enclausuradas em Brasília, vivem em outro planeta sem qualquer contato com a realidade dos brasileiros”. Observou que o País vive um grave momento de sua história, a economia está paralisada, o desemprego cresce, o consumo despenca, a inflação foge ao controle e penaliza a vida das famílias. Indiferente a tudo isso, o Governo aumenta tributos e onera a produção.
Benini observa que “uma onda de indignação varre o País em reação à corrupção que grassa em todas as esferas das estruturas estatais e que desvia bilhões de reais em dinheiro público que faltam para hospitais, creches, escolas, rodovias, portos, aeroportos e programas habitacionais.”
Na próxima semana, as três entidades empresariais anunciarão novas ações em protesto contra o pacote de ajustes fiscais do Governo Federal.

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