NOTÍCIAS

Postado em 09 de Janeiro às 16h11

Inovação está no DNA do jovem empreendedor brasileiro

Outros (38)

Inovação está no DNA do jovem empreendedor brasileiro

ACIC CHAPECÓ Inovação está no DNA do jovem empreendedor brasileiro Inovação está no DNA do jovem empreendedor brasileiro Empreender no Brasil não é fácil. Mesmo assim, o número de jovens...

Inovação está no DNA do jovem empreendedor brasileiro

Empreender no Brasil não é fácil. Mesmo assim, o número de jovens empreendedores tem aumentado. A pesquisa GEM 2017, do Sebrae/IBQP, mostra que em 2017 a participação de pessoas entre 18 e 34 anos no total de empreendedores em fase inicial cresceu de 50% para 57%, ou seja, são 15,7 milhões de jovens iniciando um negócio ou com uma empresa em atividade no período de até três anos e meio. Nesta entrevista, o diretor administrativo adjunto da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), Helon Rebelatto, fala sobre os desafios do jovem empreendedor.

Quais os desafios do jovem empreendedor no atual cenário mundial?
Helon Rebelatto - Gostaria de colocar o que, pessoalmente, entendo por empreendedorismo, já que esse termo é definido de diversas formas: atitude de buscar melhoria (pessoal, social, profissional etc.) em qualquer ambiente em que se esteja inserido (família, universidade, escola, entidades, setor público, setor privado). Mas aqui vamos dar enfoque no empreendedor do setor privado, que tem ou pretende ter uma empresa. O jovem empreendedor, no atual cenário mundial, encontra os principais desafios em seu País: a burocracia do setor público - não basta ter a iniciativa, estudar, planejar e implementar, é necessário, de início, enfrentar um obstáculo imenso; acesso ao capital - diferente do que gerações anteriores vivenciaram, onde o trabalho árduo era fator determinante para o sucesso, nos tempos atuais planejamento e organização são elementos básicos, mas que necessitam estar aliados aos recursos financeiros. Ou se tem o capital, ou procura-se um parceiro (investidor) ou busca-se no mercado financeiro a um custo elevadíssimo; os impostos - depois de enfrentar os primeiros desafios, o empreendedor ganha um sócio, que não participa aportando valores, mas leva uma boa fatia do faturamento da empresa.

Qual a importância de ter jovens à frente dos negócios?
Rebelatto - O jovem trás consigo energia, novos conhecimentos e as novas ideias, características que aliadas à boa gestão e à experiência podem fortalecer a empresa.

Qual o perfil dos jovens empresários brasileiros?
Rebelatto - Penso que por mais que exista a predominância de algumas características (65% são homens, 73% possuem curso superior, conforme pesquisa da Confederação Nacional de Jovens Empresários), as mulheres vêm ganhando espaço e a classe social tem pouca relevância. O sentimento de inquietação, de querer fazer mais e ir além é o real perfil do jovem empresário brasileiro.

Como atrair os jovens para o mundo dos negócios e despertar o interesse deles na sucessão familiar das empresas?
Rebelatto - Vejo que nossas escolas não fomentam o empreendedorismo. E esse é um desafio ao nosso País. Se não objetivarmos criar empreendedores, o Brasil tende a viver nesse patamar mediano e de grande desigualdade social. Como empreender vai além de abrir uma empresa, lançar um produto, pode ser implantar uma melhoria no serviço público, melhorar um processo na empresa onde você é funcionário, implantar um projeto social etc. Mora nessa questão (iniciar na escola) o primeiro passo para que os jovens se sintam atraídos pelo mundo dos negócios. Já dentro do núcleo familiar, creio que incentivar a iniciativa do jovem, permitir que ele tenha experiências (errar), com tutela, mas sem pressão, desde cedo, despertarão a vontade de liderar as empresas.

Quais características são essenciais aos jovens que planejam empreender, seja a curto ou longo prazo?
Rebelatto - Muita paciência (sem conformismo), persistência (sem teimosia), comprometimento (com equilíbrio) e humildade. Humildade, sim, característica que todo ser humano deveria ter. E no caso do jovem empreendedor, permite que aceite as ideias diversas, reconheça os próprios erros e funciona como base para as demais características citadas.

Como a tecnologia impacta os negócios e pode contribuir para o desenvolvimento das empresas?
Rebelatto - A tecnologia, seja onde for, é um facilitador, seja por permitir melhor acesso as informações, seja por encurtar as distâncias. Mas trás o desafio das empresas se reinventarem diariamente.

Qual a sua dica para quem está começando um negócio?
Rebelatto - Acredite em você e na sua ideia, mas lembre-se da humildade, da paciência, do comprometimento e de ser persistente. Participe da sociedade organizada, em qualquer entidade, ACIC, CDL, Sicom, JCI, Lions, Rotary, Observatório Social, entidades filantrópicas. Existem inúmeras organizações que tem como resultado o bem comum. Além de fazer sua parte em melhorar a sua cidade e o mundo em que vive, receberá, em contrapartida, experiências, contatos, sem falar que quando a sua cidade vai bem o seu negócio é beneficiado. E ainda nessa seara de participação, provoco a participar de grupos políticos, pois podemos até ter restrição aos políticos, mas lembrem-se: “O castigo dos bons que não fazem política é serem governados pelos maus”. (Platão).

E quanto ao intraempreendedorismo?
Rebelatto - Temos cada vez mais jovens intraempreendedores. Nem sempre é necessário abrir um negócio para ser empreendedor. Há uma crescente necessidade de os colaboradores estarem integrados ao negócio e às decisões da empresa e, cada vez mais, temos profissionais com capacidade diferenciada de analisar cenários, criar ideias, inovar e buscar oportunidades para as organizações, contribuindo para a melhoria dos negócios.

O que é necessário para ser um empreendedor de sucesso?
Rebelatto - Ser um empreendedor já torna a pessoa bem sucedida. No Brasil que temos até esse momento, é um herói, que luta contra tudo e todos para melhorar a vida das pessoas e, ainda por vezes, é tido como vilão. Já ter um negócio bem sucedido depende de inúmeras variáveis. Por mais que existam “receitas”, cada caso é diferente.

    Veja também

    Showroom tecnológico potencializa relacionamento e futuros negócios25/10/13 “Fiquei surpreso e posso afirmar que mesmo que tivesse participado somente na primeira hora de exposição, já teria valido a pena”. Com estas palavras o gerente da Armax Automação Industrial, Fabricio Menetrier, avaliou os resultados da demonstração dos produtos da empresa no Showroom tecnológico, que integrou a Semana Sebrae/SC da Ciência e......
    Conselho de Núcleos da ACIC e Sebrae realizam sessão de negócios03/06/15 Um espaço que marca o primeiro contato de futuros negócios e novas parcerias. Assim pode ser definida uma sessão de negócios. No início do mês de junho, a partir de uma demanda do Conselho de Núcleos, a ACIC e o......
    Profissionais compartilham experiências e conhecimentos15/09/17 Núcleo de Gestores de Pessoas da ACIC Compartilhar conhecimentos e experiências é um dos objetivos do Núcleo de Gestores de Pessoas da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) ao promover......

    Voltar para Notícias