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Postado em 30 de Julho de 2013 às 08h52

ACIC lança projeto Livro Amigo

A iniciativa visa arrecadar obras de literatura em geral e estimular a leitura. A diretora de responsabilidade social da entidade, Mara Rosane Dal Vesco, explica, nesta entrevista, como o projeto funcionará e avalia a questão da leitura, ou da falta dela, na formação pessoal e profissional.

Formada em Psicologia e especialista em Saúde Pública com formação em dinâmica de grupos, Mara iniciou a vida profissional em Passo Fundo, no grupo Grazziotin. Posteriormente, passou a atender diversas empresas daquela região, através da consultoria em psicologia organizacional. Em 1997, mudou-se para Chapecó, onde vem atuando nas empresas locais, da região e de outros Estados. Atuou como professora na Unochapecó e antiga FAEM. Além disso, foi membro fundador do Núcleo de Consultorias e acumulou experiências como diretoria de desenvolvimento gerencial da ACIC.

Mara atua há mais de 25 anos na área organizacional, com consultoria e assessoria de recursos humanos, desenvolvendo atividades de recrutamento, seleção, estruturação do setor de recursos humanos e capacitações. Atualmente, também é proprietária da AGF Desbravador - Franquia dos Correios em Chapecó.

Como surgiu o projeto Livro Amigo e qual o objetivo dele?
Mara - Rosane Dal Vesco: O projeto Livro Amigo nasceu pela iniciativa de algumas pessoas conhecidas que visualizaram na diretoria de responsabilidade social da ACIC o caminho certo para canalizar os livros que estavam se acumulando. O objetivo é arrecadar doações de obras de acervos particulares, que estão guardados, e fazer com que esses livros cheguem até as pessoas que não podem comprar. É uma espécie de "Robin Hood", com a diferença que tiraremos de quem tem para emprestar para quem não tem, com o consentimento de quem tem.

Na prática, como funcionará e quem pode participar do projeto?
Mara: Estamos na fase inicial do projeto que é a etapa de coleta. Todas as pessoas que possuem livros de literatura em casa, e que queiram doar, podem participar. É a fase do desapego. Sabemos que muitas pessoas guardam dezenas de livros que já leram uma ou mais vezes, que já emprestam para amigos e familiares, mas que, na verdade, não voltarão a ler, pois outros vão sendo lançados e comprados para novas leituras. Nossa intenção é sensibilizar essas pessoas para a ideia da doação. Quanto mais pessoas puderem ler esses livros melhor.

Onde serão os pontos de coleta de livros? Que tipo de obras podem ser doadas?

Mara: A princípio os pontos de coleta serão na ACIC e na Agência Franqueada dos Correios AGF Desbravador, na Rua Rui Barbosa 1277 E. Também colocaremos a disposição o telefone da AGF Desbravador, 49 3323 4050, para coleta a domicílio, ou seja, se alguém tiver uma quantidade razoável de livros para doação e não tiver como levar até os pontos de coleta, buscaremos no endereço da pessoa. Podem ser doados livros de literatura de qualquer gênero - romance, aventura, suspense, ficção científica, etc.

Na sua opinião, quais os benefícios da leitura?
Mara: Sabemos que os benefícios da leitura são, cientificamente comprovados. Enquanto uma pessoa lê, várias áreas do seu cérebro são ativadas. Entre os principais pontos positivos estão o desenvolvimento da capacidade de escrita, a amplicação do vocabulário, o estimula à memória, à criatividade e ao raciocínio rápido, além da diversão e prazer proporcionados pela atividade. Uma grande deficiência do estudante brasileiro está na interpretação de textos. O aluno brasileiro sabe ler, mas não entende direito o que está lento. Ele não é capaz de inferir, analisar e dar ao texto a sua própria visão de mundo. Esse estudante está dentro das nossas empresas e apresentando essas limitações.

Quem será beneficiado com este projeto?
Mara: A definição do público alvo é a próxima etapa do projeto. Dependendo da quantidade de livros arrecadados, definiremos onde e como disponibilizar. Provavelmente, parte desses livros serão oferecidos a funcionários de empresas associadas de forma itinerante. No entanto, também pensamos em manter alguns pontos fixos, onde as pessoas possam buscar e devolver os livros, além de estimular a doação contínua.

O Brasil apresenta índices baixíssimos de leitura. Trata-se de uma questão cultural, mas também de acomodação. Como a classe empresarial deve se posicionar para mudar essa realidade?
Mara: Realmente, o índice de leitura do brasileiro vem baixando nos últimos anos, principalmente entre crianças e adolescentes. Sabemos que a leitura está muito associada ao estímulo que a pessoa recebe, inicialmente, da família e, posteriormente, da escola, mas também é um hábito que pode ser desenvolvido. Os empresários podem estimular dentro de sua empresa a cultura da leitura, por meio de grupos de estudos, disponibilizando livros e espaços de leitura, tanto para gerar conhecimento, quanto para o lazer de sua equipe. Presentear seus funcionários com livros, ou promover campanhas nesse sentido, também são boas opções para estimular a leitura.

Então reconhecemos que a leitura é extremamente importante para o desenvolvimento de um profissional completo. Pela sua experiência na área de recrutamento e seleção de pessoas, como avalia isso. Quanto um profissional que lê está à frente do que não lê?
Mara: O grande diferencial dos profissionais de sucesso está na leitura. Tanto pela atualização em relação a sua especialidade, quanto pela capacidade intelectual que se desenvolve através da leitura. Quem não lê não escreve. Quem não lê não pensa. Quem não lê não entende. Profissionais com boa capacidade de raciocínio, argumentação, entendimento, capacidade de percepção e análise aguçada, são profissionais com alto índice de leitura. Nos processos seletivos, quem lê sai na frente e isso se concretiza no dia a dia na empresa. O profissional que deseja ter uma carreira que saia do lugar comum, minha recomendação é que leia... E muito!!! Para quem não tem o hábito, no início é penoso, mas, com perseverança, o hábito é assimilado. Também é importante diversificar suas preferências, pois isso certamente abrirá seus horizontes e lhe fará enxergar o mundo com outro olhar, além de aumentar significativamente o seu arsenal de temas e argumentações.


Revista Empresa Forte - Abril 2013

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