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Postado em 24 de Fevereiro de 2014 às 16h31

Chapecó faz ato público para exigir mais investimentos em segurança

O crescimento da criminalidade e a redução da estrutura do aparelho policial criaram um quadro dramático em Chapecó. Motivados por esse cenário, empresários e trabalhadores se reúnem ás 9h30 da manhã desta terça-feira (25), na esquina da avenida Getúlio Vargas com a Marechal Deodoro, no centro da cidade, para o ato público da campanha CHEGA DE VIOLÊNCIA: CHAPECÓ UNIDA EXIGE SEGURANÇA.

A campanha foi convocada pela Associação Comercial e Industrial (ACIC), Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (Sicom) com a adesão de 50 organizações da sociedade civil.

Os presidentes Bento Zanoni, José Carlos Benini e Marcos Antonio Barbieri enfatizam que a reivindicação central é aumentar o número de policiais e a estrutura do aparelho policial. A principal queixa dos dirigentes é a falta de investimentos. “Essa situação resulta diretamente da omissão do Estado que, durante décadas, priorizou investimentos na segurança pública de Joinville, Florianópolis, Criciúma e cidades litorâneas, em detrimento do grande oeste catarinense.”

De acordo com as entidades, enquanto o efetivo de policiais civis e militares foi reduzido em 25%, o número de delitos cresceu mais de 450% nos últimos dez anos. Mensalmente são registradas mais de 25.000 ocorrências, desde delitos leves, comunicados de furtos, acidentes de trânsito, até assassinatos, roubos, furtos qualificados, arrombamentos e sequestros que engrossam as estatísticas oficiais. Cerca de 50% das ocorrências ficam sem atendimento por falta de homens e de viaturas.

A situação em Chapecó é de carência em áreas vitais. Não há policiamento ostensivo, sistemático e habitual da Polícia Militar, o que facilita a ação delituosa. Quando o cidadão é lesado e recorre à proteção do Estado, a Polícia Civil não tem recursos humanos para investigar. Os menores infratores compõem um preocupante capítulo à parte nesse quadro. Com forte potencial ofensivo e intensa reiteração em crimes contra a vida e o patrimônio, esses agentes do crime aterrorizam a cidade, demandam frequentes ações policiais e raramente permanecem apreendidos.

ESTRUTURA
A reivindicação pela ampliação do aparelho policial inclui o aumento do efetivo da Polícia Militar, o aumento do efetivo da Polícia Civil, a construção de uma Guarnição especial da PM no bairro Efapi e a ampliação para 200 vagas do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) e do Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep).

O ato público consistirá de leitura de manifesto e pronunciamentos. Por ser uma manifestação da sociedade civil, não foram convidados representantes de organismos estatais nem de partidos políticos

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