NOTÍCIAS

Postado em 25 de Fevereiro de 2014 às 11h07

Ato público reúne 2.500 pessoas em Chapecó

  • ACIC CHAPECÓ -
  • ACIC CHAPECÓ -
  • ACIC CHAPECÓ -

Ocorre neste momento no centro de Chapecó o ato público da campanha CHEGA DE VIOLÊNCIA, reunindo 2.500 pessoas, entre empresários, trabalhadores e estudantes.

A reivindicação central é a ampliação do aparelho de segurança e o aumento do efetivo de policiais civis e militares.



Durante o ato foi divulgado este manifesto:

M A N I F E S T O
Parcela importante da sociedade civil chapecoense – representada por entidades empresariais, instituições de ensino, clubes de serviços, empresas, sindicatos e associações – desencadearam a campanha “CHEGA DE VIOLÊNCIA” no município.

Queremos demonstrar para as autoridades a indignação pelos milhares de casos de violência registrados nos últimos meses, contra trabalhadores, empresários, crianças, idosos e adolescentes que estão sendo impedidos de levar uma vida normal em face do império do medo que a criminalidade e a delinquência impõem.

A complexa problemática da segurança pública e o avanço da criminalidade e da delinquência alcançam todas as classes socioeconômicas, levando o pânico, a incerteza e a inquietação a todas as famílias de Chapecó. Para muitas, onde o crime ceifou vidas e patrimônios, essa situação representa verdadeiras tragédias. Para essas famílias de nada adiantarão promessas e anúncios dos governos, porque essas perdas são irreversíveis.

Há mais de dez anos as entidades de Chapecó pedem atenção do Estado para esse assunto, promovendo dezenas de reuniões, atos públicos, encontros e audiências com autoridades e representantes da comunidade. Não ajudamos apenas a diagnosticar o quadro de violência e criminalidade que assola Chapecó, mas, também, a selecionar as prioridades e construir as condições para implementá-las.

Apontamos as deficiências com o intuito de traçar as melhores estratégias de superação, especialmente daquelas insuficiências localizadas no aparelho policial instalado em Chapecó, em termos de efetivo policial, equipamento, viaturas, armamento e instalações físicas. Não buscamos apenas uma simplista visão policial, pois sabemos que a violência é um fenômeno complexo e multicausal.

Em reuniões, seminários e audiências que promovemos no passado, criamos condições para a soberana manifestação da comunidade e seus representantes e, também, para a manifestação das autoridades sobre ações e medidas que deveriam ser implementadas para modificar esse panorama.

O exercício da cidadania exige, acima de tudo, participação consciente. A maioria de nós, empresários, foi treinada para pagar impostos e cumprir todas as obrigações fiscais e suportar uma rotina diária de 12 horas. Nunca fomos estimulados a participar com freqüência de ações e programas comunitários.

Acreditamos que essas práticas estão mudando em razão dos novos desafios que nos retiram de nossa “zona de conforto” para as asperezas de uma realidade perturbadora.

Este ato público contra a violência é um grito de desespero das famílias, das classes trabalhadoras e empresariais, refletindo e interpretando a sensação de insegurança que permeia o tecido social.

Em uma ação coletiva buscamos DIAGNOSTICAR o quadro de violência e criminalidade que assola Chapecó, selecionar as PRIORIDADES e CONSTRUIR AS CONDIÇÕES para implementá-las.

Enfim, este ato público é a manifestação livre e soberana de uma comunidade ordeira, progressista, cumpridora de suas obrigações, que acredita na força do trabalho e tem fé no futuro, MAS que não suporta mais conviver com os níveis de violência e criminalidade que destroem lares, ceifam vidas, dilapidam patrimônios e vergastam as comunidades rurais e urbanas. Queremos dar um basta a essa situação.

Não devemos esperar que o Estado faça tudo, mas não podemos aceitar que o Estado não faça nada. A verdade é uma só: o crescimento da criminalidade e a redução da estrutura do aparelho policial criaram um quadro dramático em Chapecó. Essa situação resulta diretamente da omissão do Estado que, durante décadas, priorizou investimentos na segurança pública de Joinville, Florianópolis, Criciúma e cidades litorâneas, em detrimento do grande oeste catarinense.

Enquanto o efetivo de policiais civis e militares foi reduzido em 25%, o número de delitos cresceu mais de 450% nos últimos dez anos. Mensalmente são registradas mais de 25.000 ocorrências, desde delitos leves, comunicados de furtos, acidentes de trânsito, até assassinatos, roubos, furtos qualificados, arrombamentos e sequestros que engrossam as estatísticas oficiais. Cerca de 50% das ocorrências ficam sem atendimento por falta de homens e de viaturas.

A situação em Chapecó é de carência em áreas vitais. Não há policiamento ostensivo, sistemático e habitual da Polícia Militar, o que facilita a ação delituosa. Quando o cidadão é lesado e recorre à proteção do Estado, a Polícia Civil muitas vezes não tem recursos humanos para investigar.

Os menores infratores compõem um preocupante capítulo à parte nesse quadro. Com forte potencial ofensivo e intensa reiteração em crimes contra a vida e o patrimônio, esses agentes do crime aterrorizam a cidade, demandam frequentes ações policiais e raramente permanecem apreendidos.

Nossa reivindicação é pela ampliação do aparelho policial de Chapecó. Pelo fortalecimento da segurança pública de Chapecó com recursos materiais e humanos para neutralizar o crescimento da criminalidade e da violência no município.

Sabemos que há carências e insuficiências em todas as áreas, além da falta generalizada de recursos financeiros para despesas próprias da atividade policial. Porém, nossa reivindicação é pela retomada dos investimentos públicos , entre eles:

- o aumento do efetivo da Polícia Militar;

- o aumento do efetivo da Polícia Civil;

- a construção de uma Guarnição especial da PM no bairro Efapi;

- instalação de uma Delegacia Especializada em Homicídios;

- a ampliação para 200 vagas do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) e do Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep).

Esperamos que o grito deste movimento ecoe na alta Administração Pública do Estado de Santa Catarina e da República.

CHEGA DE VIOLÊNCIA.

CHAPECÓ, UNIDA, EXIGE SEGURANÇA.

Chapecó, 25 de fevereiro de 2014.



Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC),

Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (Sicom),

Câmara de Dirigentes Lojistas de Chapecó (CDL)

Coopercentral Aurora Alimentos,

Fundação Aury Luiz Bodanese (FALB),

Associação dos Moveleiros do Oeste Catarinense (Amoesc),

Sindicato das Indústrias Madeireiras e Moveleiras do Vale do Uruguai (Simovale),

Associação Catarinense de Imprensa (ACI),

Chapecó e Região Convention e Visitors Bureau,

Conselho Regional de Administração de Santa Catarina (CRA),

Associação Polo Tecnológico do Oeste Catarinense (Deatec),

JCI Chapecó,

Colégio Logosófico,

Lions Clube Chapecó,

Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Chapecó,

Sindicato da Indústria da Construção de Artefatos de Concreto Armado do Oeste (Sinduscon),

Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac),

Sindicato Indústria Metal Mecânica Material Elétrico (Simec),

Sociedade Amigos de Chapecó (SAC),

Sindicato do Comércio Varejista e Derivados de Petróleo de Chapecó (Sindipostos),

Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Chapecó (Siticom),

Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Chapecó (Sihrbasc),

Sindicato Empresas Transporte Passageiros D'Oeste (Sintroeste),

Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapeco),

Universidade da Região Oeste de Santa Catarina (Unoesc),

Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS),

Unimed Chapecó,

Mitra Diocesana de Chapecó,

APAE Chapecó,

Verde e Vida,

Ação Social Diocesana (ASDI),

Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC),

Centro Empresarial Chapecó (CEC),

Mercur Embalagens e Etiquetas.

Veja também

ACIC Chapecó elege nova Diretoria Executiva para a Gestão 2016/201710/12/15 Aconteceu na noite desta quarta-feira (09/12/15) reunião ordinária do Conselho Deliberativo da ACIC. Na pauta, eleição da nova Diretoria Executiva da ACIC para o mandato de 1º de janeiro de 2016 a 31 de dezembro 2017. A Nova Diretoria Executiva foi eleita por aclamação e em ato contínuo assinou o respectivo termo de posse. Foi eleito para o cargo de......
“Estacionando na Praça”17/05/17 Núcleo dos CFCs da ACIC orienta durante o Maio Amarelo O Núcleo dos Centros de Formação de Condutores (CFCs) da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) está engajado no Movimento Maio......

Voltar para Notícias