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    NOTÍCIAS

    Postado em 03 de Agosto de 2015 às 13h20

    ACIC protesta contra o abusivo aumento da energia elétrica

    Energia sobe 95% em um ano e SC paga o MWh entre os mais caros do Brasil

    Enérgico protesto contra os reiterados e abusivos aumentos no custo da energia elétrica foi apresentado pela Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), nesta semana, à Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL.
    O presidente Bento Zanoni lamentou que “a grave crise que assola o País, provocada exclusivamente por erros de visão e de gestão do Governo Federal na condução da política macroeconômica nacional, deteriore-se ainda mais com a insensatez com que estão sendo autorizados os sucessivos aumentos no custo desse insumo essencial”.
    Somente neste ano já foram decretados e praticados aumentos superiores a 40%, o que colocou muitas empresas, especialmente aquelas do setor industrial, em situação de grave dificuldade. Nos últimos 12 meses os reajustes representam “surpreendentes e inadmissíveis” majorações de 95%. Os efeitos deletérios dessas medidas já são sentidos: a indústria catarinense – uma das mais competitivas do Brasil – demitiu 9.200 trabalhadores nos últimos três meses.
    O presidente da ACIC advertiu que o encarecimento da energia também afeta pesadamente a agricultura, a prestação de serviços e as empresas comerciais, anulando a eficiência gerencial e neutralizando resultados, deixando a maioria delas em dificuldades.
    Em manifestação dirigida à ANEELL, o dirigente assinala que causa justa indignação o fato de, em período pré-eleitoral, o Governo Federal ter feito proselitismo com a propalada redução do custo da energia, gerando irresponsavelmente uma situação de desequilíbrio no sistema energético nacional que, agora, degenerou para essa onda de absurdos reajustes.
    REAÇÃO
    Em face desse quadro, a ACIC reivindicou à ANEEL a não-aplicação do reajuste previsto para agosto. A entidade prevê que, se ele for mantido, não restará outro caminho para milhares de empresas senão a redução da produção, a demissão de trabalhadores ou, em muitos casos, o próprio encerramento das atividades.
    Bento Zanoni apontou que os catarinenses pagam uma das tarifas mais caras do País, pois, em Santa Catarina, o custo do MWh é de R$ 605,77 e a tributação fica em 43,88% enquanto, na esfera nacional, o custo médio brasileiro é de R$ 543,81 e a tributação média 37,25%.

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