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Postado em 11 de Agosto de 2014 às 11h17

Acic contra aumento da energia elétrica

Alto custo de energia elétrica prejudica a competitividade da indústria

O reajuste de 23,21% concedido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) à Celesc Distribuidora terá um efeito devastador na economia catarinense na avaliação do presidente da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (Acic), Bento Zanoni. Os novos valores tarifários começam a vigorar nesta quinta-feira, 7 de agosto.

O dirigente assinala que o alto custo da energia elétrica prejudica a competitividade da indústria e encarece todos os produtos manufaturados. Lembra que o setor industrial é responsável por aproximadamente 46% do consumo de energia elétrica no Brasil.

Bento estranha que o reajuste autorizado pela Agência reguladora seja superior ao próprio pedido da Celesc Distribuidora, que era de 20,49%. Alerta que o custo elevado da energia reduzirá a capacidade das empresas exportadoras catarinenses de competirem no comércio internacional, como é o caso das agroindústrias do oeste barriga-verde. Além disso, tornará ainda mais caro todos os itens duráveis e não-duráveis produzidos no Estado.

O presidente da Acic lembra que nenhum produto teve aumento dessa grandeza nos últimos anos e que seu impacto no processo inflacionário será acentuado.

- “A equipe econômica do atual governo federal é a mais relapsa, fraca e tecnicamente incompetente desses 20 anos de Plano Real. Foi leniente no combate à inflação, cedeu às pressões político-eleitoreiras e deixou escapar as rédeas da economia. Por conta dessa ineficácia, os brasileiros estão na iminência de perder a maior conquista das últimas duas décadas que era, exatamente, o controle da inflação.”

De acordo com Zanoni, os trabalhadores em geral e as famílias são os que mais sofrem com a volta da inflação, cujos efeitos anularão os ganhos em termos de renda e qualidade de vida. Prevê, inclusive, redução da produção e demissões por conta dessa situação.

Zanoni alerta que os efeitos serão mais danosos no grande oeste catarinense, que padece da perda de competitividade das empresas pela falta de infraestrutura e distância dos grandes centros de consumo, êxodo de jovens, saída de capitais, migração das agroindústrias para o centro-oeste brasileiro, estagnação industrial, aumento dos custos de produção e incapacidade de atração de novos empreendimentos, além da deficiência no abastecimento de energia elétrica.

O presidente da Acic apela para que o Governo do Estado, como acionista majoritário da Celesc, reduza o reajuste à inflação do período. “A energia elétrica é um item pesado em nossos custos e, por isso, através do associativismo buscamos maior poder de representação junto às concessionárias de distribuição, às agências reguladoras e aos órgãos do governo, visando disseminar informações e discutir soluções para minimizar os custos, mas não somos ouvidos,” concluiu.

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