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Postado em 20 de Fevereiro às 14h01

Veja quais são os melhores investimentos para 2019

  • ACIC CHAPECÓ -

O início de 2019 vem sendo marcado por sucessivos recordes na bolsa brasileira, enquanto a taxa de juros continua na mínima histórica. Mas, afinal, esse cenário deve continuar? E, caso continue, o que vale a pena investir e o que é hora de deixar de lado? Para responder a essas perguntas convidamos Juliano Custodio, sócio do EuQueroInvestir — um dos três maiores escritórios de assessoria de investimentos ligado à XP Investimentos, com mais de 14 mil clientes ao redor do Brasil.
Como sempre, os melhores investimentos variam de acordo com o  perfil do investidor. Para quem é mais conservador, apesar da taxa de juros baixa, ainda há produtos na renda fixa que valem a pena. Já para o investidor moderado ou agressivo, Custodio afirma que é hora de olhar para a renda variável. “De uma maneira geral, só o investidor conservador não deveria ter parte de seus investimentos na renda variável”, afirma Custodio. Confira a seguir os  melhores investimentos  para 2019 para cada perfil.  

PERFIL CONSERVADOR

Para quem deseja permanecer na renda fixa, o segredo é sair dos tradicionais produtos atrelados ao CDI, já que a taxa de juros Selic (que o CDI acompanha), deve permanecer baixa. “O país tem hoje uma perspectiva de manutenção da inflação em um patamar baixo. Se a reforma da Previdência sair, a taxa de juros deve se manter entre 6,5% e 7% nos próximos anos”, afirma Custódio.
Diante desse cenário, uma boa alternativa é investir em produtos pré-fixados, como alguns CDBs e títulos do Tesouro, que trazem retorno entre 8% e 10% ao ano. “O investidor que é muito conservador pode comprar 100% de títulos. Já quem é um pouco menos conservador pode investir em ativos como os créditos corporativos”, diz Custódio.
O especialista afirma que esse é o momento ideal para comprar ativos ligados ao crédito privado, como debêntures, CRIs, CRAs e FIDCs. No ano passado, o país teve um número recorde de emissões de debêntures. A expectativa é de que 2019 também seja aquecido, devido à maior demanda dos investidores e a espera por uma aceleração na economia.
Os produtos de crédito privado costumam ter retorno acima do CDI e, segundo Custodio, esses papéis devem ganhar ainda um ágio nos próximos anos. Isso porque a melhora da economia deve levar a uma emissão de dívida corporativa com juros menores ao longo dos próximos anos. Com isso, os créditos antigos, que têm juros mais elevados, devem ter uma maior procura.
Outra alternativa para quem tem um perfil mais conservador e quer diversificar seus investimentos são os fundos imobiliários. Em 2018 esses fundos viveram o melhor ano de sua história, tanto em patrimônio líquido, valor de mercado, número de investidores e volume anual negociado. Esse ano promete ser um novo ano de recorde devido a um novo ciclo de crescimento do setor de imóveis.

PERFIL MODERADO E ARROJADO
Fora do perfil conservador, Custodio acredita que é o momento de investir em renda variável. Muitos investidores com perfil moderado ficaram de fora das altas recentes da bolsa brasileira. Isso porque, com o cenário político conturbado, decidiram esperar.
Só até o dia 21 de janeiro, o Ibovespa já acumulava uma alta de 9,24% no ano. Mesmo assim, especialistas preveem que ainda há espaço para novos ganhos, devido a expectativa de que importantes reformas econômicas, como a da Previdência, saiam do papel.
Para aproveitar esse ambiente, o ideal é investir por meio de fundos de ações ou fundos multimercados que tenham um direcionamento de investir em ações. “Os fundos de ações são uma escolha muito sábia para quem quer aplicar seu dinheiro nesses ativos. Dessa maneira, é  possível deixar as decisões sobre os melhores papéis na mão de gestores que estudam esse mercado o tempo todo”, afirma custódio.

Outra opção é fazer um mix entre fundos de ações e a compra de papéis selecionados pelo próprio investidor. Entre as ações mais recomendadas por analistas atualmente estão empresas ligadas a commodities, estatais e varejistas, como Petrobras, Vale, Cemig, B2W e Banco do Brasil.
“A dica para quem está começando a investir em ações é não se apavorar no dia a dia.
Como os papéis vão ser impactados pelo cenário político, é normal que algumas declarações da Câmara, por exemplo, afetem o mercado. O importante é pensar no longo prazo e não tomar
decisões no momento do pânico”, aconselha Custódio.
Para quem não entra em pânico com o sobe e desce da bolsa, fundos de ações mais agressivos e com estratégias diversas podem ser uma boa. Além disso é possível alocar parte do capital para a venda de dólar futuro.

Fonte: InfoMoney

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