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Postado em 22 de Setembro de 2017 às 16h54

Proposta de alteração na formação de condutores pretende deixar trânsito mais seguro

Uma proposta de mudança na legislação da formação de condutores, fundamentada em práticas pedagógicas que sejam capazes de promover um trânsito mais seguro, foi apresentada nessa semana em Chapecó, durante a palestra “Nova formação de condutores no Brasil”. O evento foi promovido pelo Núcleo dos Centros de Formação de Condutores (CFCs) da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC).

O palestrante foi o especialista em legislação de trânsito Sidnei Schmidt. De acordo com ele, foram realizadas cinco consultas públicas sobre as alterações na resolução do Conselho Nacional do Trânsito (Contran) 168/2004. “Essa resolução tem 13 anos e a proposta é mudar todo o aspecto da formação do condutor. A intenção é melhorar a qualidade, o que também influencia no aprimoramento dos instrutores, diretores gerais e de ensino dos CFCs”.

Na próxima segunda e terça-feira (25 e 26), a Câmara Temática que debate as mudanças se reunirá para consolidar as propostas das consultas públicas para, depois, encaminhar ao Contran.

Entre as alterações sugeridas estão o aumento da carga horária das aulas teóricas e maior rigor com relação aos exames. Em relação a motocicletas, a proposta é que o exame seja feito em via pública. “Para colocar um cidadão habilitado no espaço público chamado trânsito terá que se provar que ele realmente tem condições. Com isso, a expectativa é reduzir o número de acidentes”, frisou Schmidt.

O trânsito representa, atualmente, um prejuízo de R$ 50 bilhões por ano, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). “Ocorrem no Brasil 45 mil mortes ao ano, com 350 a 500 mil feridos”, enfatizou o palestrante. Para reduzir esses números, mudanças de comportamento são fundamentais. “Temos uma carência muito grande de boas rodovias. Então, o condutor brasileiro tem que ter o conceito de direção defensiva”, finalizou Schmidt.

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