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Postado em 20 de Outubro de 2017 às 15h22

Perfil participativo e comunitário – empreendedores de Chapecó atuam muito além das empresas

Entrevista (3)

Quando a cidade cresce, todos crescem com ela. Com esse princípio, os empresários de Chapecó não medem esforços para contribuir com ações que beneficiam as organizações e toda a comunidade. Desde o início, com os primeiros colonizadores chegando à região e tendo como referência Chapecó, observou-se o desabrochar de um DNA de coragem, empreendedorismo, esperança e fé no futuro.

O desenvolvimento econômico do município teve início pelo ciclo da madeira, passando pelo ciclo da erva-mate, desenvolvimento das cooperativas e agroindústrias, até chegar ao ciclo do conhecimento e das inovações tecnológicas. De acordo com o presidente da Associação comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), Josias Mascarello, inserido neste contexto, surge a visão empreendedora e futurística do nosso primeiro e mais importante de todos os visionários que por aqui passaram: Coronel Ernesto Francisco Bertaso. “Cidadão ilustre, honrado e de muita coragem, já sonhava com uma cidade moderna, humanitária, acolhedora, progressista e boa para se viver. Ele já vislumbrava, há exatamente 100 anos, o que hoje vemos, vivemos e desfrutamos, nesta Chapecó centenária”.

Para contribuir de maneira mais efetiva com o crescimento da cidade e das empresas, em 10 de maio de 1947, 30 anos após a emancipação do município, iniciou uma das mais belas histórias de associativismo e empreendedorismo do Estado de Santa Catarina: a Associação Comercial e Industrial de Chapecó. “Ao longo da história, enfrentando dificuldades e vencendo desafios, foram se revelando homens e mulheres na figura do empreendedor, daquele que acredita no futuro com esperança e muita fé”.

Para Mascarello, com a fundação da ACIC iniciou a organização empresarial das classes produtoras que legaram ao município e ao Estado um dos mais eloquentes paradigmas de trabalho e progresso. “Nascia ali o claro entendimento que o desenvolvimento social, econômico, político e cultural de Chapecó passaria obrigatoriamente pelas ideias e atividades desenvolvidas pela entidade empresarial por meio de seus presidentes, suas diretorias e conselhos”.

Os empresários chapecoenses contribuíram ao longo da história do município de uma forma decisiva na análise e discussão com a sociedade na busca de soluções dos interesses sociais e econômicos com foco na expansão industrial, no comércio, na prestação de serviços e também no agronegócio, gerando emprego, receita e renda às famílias.

Capitaneados pela entidade, muitas ações foram e estão sendo cobradas das autoridades, através dos diretores e por diversos conselhos distribuídos nas esferas municipal e estadual e também na sociedade civil e organizada. “Homens e mulheres filiados à ACIC que voluntariamente se dedicam às demandas tais como a questão dos portos, das rodovias, em destaque a BR-282, aeroporto municipal, Contorno Viário Leste, melhoria no fornecimento de água potável e energia elétrica, além do fortalecimento e criação de novas matrizes econômicas. O Parque Tecnológico em breve deverá estar funcionando e será um verdadeiro centro de inovações tecnológicas, vindo a fortalecer e ampliar esse novo setor chamado a matriz do conhecimento e da inovação”, ressalta Mascarello.

A atuação dos empresários também é fundamental para a melhoria dos serviços de saúde e educação. O Hospital Regional do Oeste avança rapidamente para aumentar os setores de alta complexidade e as universidades estão cada vez mais inseridas na comunidade com a oferta de cursos para atender as demandas regionais. “Não podemos esquecer da mais recente de todas as matrizes econômicas: a nossa amada Chapecoense, hoje porta voz e embaixadora para o Brasil e o mundo”.

Chapecó se destaca ainda como a capital de feiras de negócios do Estado. Um destaque é a Mercoagro (Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne), promovida pela ACIC. Na última edição, em 2016, movimentou em torno de 150 milhões de dólares em negócio e é considerada a maior feira do setor da indústria de transformação de carne da América Latina. A gestão da feira é totalmente feita pelos diretores da ACIC de forma voluntária e gratuita.

A ACIC também oportuniza integração, troca de experiências e conhecimento, bem como ações em conjunto para fortalecer as empresas e os setores que representam por meio dos núcleos. Além de desenvolver as pessoas e organizações, contribuem com iniciativas que promovem o desenvolvimento da cidade. Destacam-se iniciativas para a melhoria do trânsito, como os projetos Estacionando na Praça e Inspeção Veicular Gratuita (IVG), apoio às campanhas Maio Amarelo, Junho e Vermelho e Outubro Rosa e diversas ações que contribuem com entidades sociais do município, como o Verde Vida, Programa Viver e o projeto Maria Leite.

As empresas associadas à ACIC agem com responsabilidade social, uma forma de conduzir os negócios de tal maneira que as tornem parceiras e co-responsáveis pelo desenvolvimento social. Essas práticas são ampliadas com o associativismo, que permite pensar e agir de forma conjunta, contribuindo para a troca de experiências entre as pessoas, constituindo oportunidades de crescimento.

Os associados e nucleados têm na entidade espaços para debater ideias, planejar ações e apoio para a implementação das atividades. Empresas de pequeno, médio e grande porte participam, pois as iniciativas envolvem diferentes aspectos, permitindo que todos possam contribuir para uma sociedade mais justa e igualitária. Dessa maneira, os empreendedores transformam a região e consolidam o desenvolvimento sustentável.

O presidente da ACIC salienta que a classe empresarial de Chapecó está ciente das dificuldades que o País atravessa, mas também está confiante, com fé no futuro e preparada para os novos tempos. “E a ACIC, por meio de suas diretorias e conselhos, continuará capitaneando este grande e complexo desafio de avançar rumo a uma cidade mais moderna, humana, progressista, amante da liberdade, vocacionada para o trabalho e superação das dificuldades”.

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