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Postado em 27 de Março de 2015 às 16h37

Maílson no 1º Fórum Econômico do Grande Oeste

  • ACIC CHAPECÓ - Casa cheia para acompanhar o primeiro Fórum Econômico do Grande Oeste Catarinense
  • ACIC CHAPECÓ - O presidente da Fiesc, Glauco José Corte, com o palestrante Mailson Da Nóbrega
  • ACIC CHAPECÓ - Vice-reitor da Unoesc Chapecó, professor Ricardo Antonio De Marco
  • ACIC CHAPECÓ - Maílson da Nóbrega, ex-ministro da economia
  • ACIC CHAPECÓ - Diretor superintendente do Sebrae/SC, Guilherme Zigelli
  • ACIC CHAPECÓ - Vice-presidente regional da Fiesc, Waldemar Schimitt

“Situação é difícil, mas não desesperadora”

As dificuldades são graves e são muitas, mas não há motivo para desespero. Essa foi a linha da palestra que o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega proferiu em Chapecó, nesta semana, durante o 1º Fórum Econômico do Grande Oeste. A iniciativa foi das entidades abrigadas no Fórum de Competitividade e Desenvolvimento da Região Oeste de Santa Catarina, coordenado pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Unoesc Chapecó, Sebrae, BRDE e ACIC.
Na primeira fase do Fórum, a FIESC apresentou as rotas setoriais de crescimento para os segmentos agroalimentar e de móveis e madeira. As publicações são resultadas de estudos e debates com especialistas, industriais e pesquisadores, realizados no âmbito do Programa de Desenvolvimento Industrial Catarinense (PDIC).
O presidente da FIESC Glauco José Corte e de Maílson da Nóbrega destacaram os grandes desafios que o País tem pela frente, especialmente no curto prazo. O presidente da FIESC afirmou que os ajustes econômicos em curso, necessários em função de equívocos do próprio governo, não podem sufocar a economia. Defendeu uma agenda positiva, que permita a retomada do crescimento, com medidas de estímulo à competitividade e aos investimentos e deixou uma mensagem de otimismo aos empresários.
“Não podemos ignorar que a crise existe ou fechar os olhos para essa realidade. Mas não podemos deixar que ela nos domine ou paute nossas ações. Pelo contrário, nós temos que reagir, continuar trabalhando fortemente e investindo, porque nós vamos sair da crise. O País tem condições de superá-la”, disse Côrte. Apesar do prognóstico de anos difíceis, tanto em 2015 quanto 2016, ele salientou: “No caso de Santa Catarina, a crise não é maior do que a determinação, o espírito empreendedor e batalhador do nosso empresário e, sobretudo, do nosso industrial, que criou empregos no ano passado e está liderando a geração de vagas neste ano”, afirmou.
Para Maílson, o cenário mais provável é que 2015 fechará com uma redução do PIB de 1,2%, com inflação alta (entre 7,5 e 8%), mas não fora de controle, taxa Selic de 13%, câmbio ao redor de R$ 3,10 e desemprego maior (acima de 6%, contra 4,8% em 2014). Para uma retomada mais consistente e duradoura, ele destacou a necessidade de enfrentar questões estruturais, como a da produtividade, da reforma tributária, da modernização da legislação trabalhista e de avanços significativos na infraestrutura.
O ex-ministro assinalou que o País pagará pelos erros da política econômica do primeiro governo de Dilma Rousseff e que as medidas do ajuste fiscal, coordenado pelo ministro Joaquim Levy são amargas, porém, corretas. Destacou que o Brasil tem instituições fortes para superar a crise, porém, prevê quatro anos de dificuldades para a presidente.
PDIC
Carro-chefe de toda uma região, a rota de crescimento para a indústria agroalimentar catarinense prevê a ampliação do uso de tecnologias inovadoras e o incentivo à sustentabilidade para chegar a 2022 reconhecida por oferecer produtos saudáveis e confiáveis. Entre as ações pontuais defendidas pelo setor estão a renovação dos equipamentos do parque industrial, a maior aproximação entre as indústrias e os centros de pesquisa e a criação de selos de qualidade e procedência.
Segundo o estudo, em 2011, o Valor Bruto da Produção Industrial (VBPI) do segmento de produtos alimentícios foi de R$ 22 bilhões e do segmento de bebidas atingiu R$ 1 bilhão. Santa Catarina responde por 6% do VBPI gerado pelo segmento brasileiro de produtos alimentícios e por 2% do VBPI gerado pelo segmento brasileiro de bebidas. Entre as regiões, as maiores concentrações de estabelecimentos e empregos estão no Vale do Itajaí e no Oeste.
As visões de futuro definidas pelo setor de móveis e madeira prevêem uma indústria sustentável, que agrega valor a seus produtos pelo design e consegue alcançar os mercados nacional e internacional. Para atender a estas metas, o material prevê ações como a disseminação dos conhecimentos sobre a legislação ambiental, a implementação e o fortalecimento de cursos de design e o desenvolvimento de produtos alinhados com as diferentes demandas de mercado.
O material mostra que a indústria de móveis e madeira empregou em 2012 16% dos trabalhadores da indústria de transformação em Santa Catarina, com 66 mil trabalhadores. Na divisão por subsetores, as indústrias de móveis lideraram com 28.110 empregados, seguida pela de produtos de madeira, com 25.777 contratados, e pela de desdobro (12.883). Considerando valor da produção, no entanto, os produtos de madeira lideram com R$ 1,68 bilhão, seguidos pelos móveis, com R$ 1,61 bilhão, e pela indústria de desdobro, com R$ 770 milhões.
A apresentação das rotas integra uma série de lançamentos pelo Estado. Neste ano já foram publicados os cadernos relativos aos setores de saúde, energia e indústrias emergentes. Em 2014 foram apresentadas as conclusões para os setores de economia do mar, tecnologia da informação e comunicação, cerâmica, têxtil e confecção, metalmecânica e metalurgia, produtos químicos e plástico e construção civil. Ainda em 2015 serão lançadas as rotas de celulose e papel, meio ambiente, bens de capital e turismo.
HISTÓRICO DO PDIC
Lançado em 2012, o PDIC teve como primeira etapa a realização de estudos que apontaram os setores produtivos mais promissores de Santa Catarina. Foram identificados, com base em pesquisas, 16 segmentos "portadores de futuro" em todas as regiões do Estado. Na sequência, em associação com universidades e instituições de pesquisas, foram realizados estudos e painéis relativos a todos os setores, com atividades em Balneário Camboriú, Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Itajaí, Joinville, Lages e São Bento do Sul. E agora, com o lançamento das rotas estratégicas que comporão o Masterplan, está em curso a terceira etapa do PDIC 2022. O programa conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).
A apresentação das rotas estratégicas do PDIC tem o apoio da Associação Catarinense de Imprensa (ACI), Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acaert), Associação Diários do Interior Santa Catarina (ADI SC), Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina (Adjori SC) e do Sindicato as Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas do Estado de Santa Catarina (Sindejor-SC).

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