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Postado em 27 de Novembro às 15h02

Connect Women fortalece mulheres no mundo dos negócios

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Fortalecer e empoderar as mulheres para que empreendam cada vez mais. Esse é o objetivo do Connect Women – 1º Encontro de Mulheres de Negócios do Mercosul, promovido nesta terça-feira (27), em Chapecó. A organização é da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), com apoio das Associações Comerciais e Industriais de Chapecó e Concórdia, Chaminé, Enterprise Europe Network, IBICT e Sebrae/SC, e patrocínio da Nutrata, Fornari Indústria, Potenza, BRDE e Empório do Mirtilo.

A programação da manhã contou com quatro painéis sobre agronegócio, serviços e tecnologia, moda e alimentos. A coordenadora do Núcleo de Comércio Exterior e Logística Internacional (Comex) da ACIC Chapecó, Fernanda Colatto Guillen, reforçou que o evento contribui com conhecimento, networking e oportunidades de negócios. “A mulher tem que se envolver e na região do Mercosul temos maior facilidade de logística e de comunicação. Temos muitos aspectos em comum e as possibilidades estão abertas para quem se dedica e vai em busca de novos negócios”.

De acordo com a coordenadora do Comex da ACIC Concórdia e embaixadora da Rede Mulher na Região Oeste Catarinense, Luciane Fornari, a intenção foi mostrar a conexão entre os segmentos. “Em qualquer atividade que se faça é preciso pensar, por exemplo, em sustentabilidade, e a tecnologia está presente em todos. Trouxemos pessoas que contaram como fizeram e estão fazendo seus negócios darem certo, mostrando que é possível empreender no Brasil e também no mercado internacional. A mulher precisa acreditar no seu potencial para o mundo dos negócios. Elas têm condições de liderar e tomar decisões”.

O compartilhamento de informações foi destacado pela diretora de Responsabilidade Social e Ambiental da ACIC Chapecó, Carla Cazella. “O evento busca conectar homens e mulheres para os negócios. Essa partilha e fomento do empoderamento das mulheres contribui de maneira fundamental para o crescimento do mercado internacional”.

Para o vice-presidente de Relações Internacionais da Facisc e diretor de Relações Internacionais e Comex da ACIC Chapecó, Milvo Zancanaro, a mulher precisa ampliar sua participação nos negócios. “Na visão da Facisc precisamos sair dos 22% de participação feminina nos negócios para pelo menos igualar com os homens. Queremos dar continuidade ao fomento do empoderamento feminino. A mulher pode e deve ser empreendedora”.

O Connect Women, para o gestor dos Programas de Internacionalização do Sebrae/SC, Douglas Luiz Três, quebra paradigmas. “Além da conexão das pessoas, o evento é emblemático pela coragem dos organizadores em fazê-lo em um momento de dificuldade econômica e política, trazendo um outro foco, que fará o Brasil crescer, que é o foco no empreendedorismo, na conexão de pessoas e na desqualificação de alguns paradigmas de separação que existem entre os países. Se quisermos colocar esse bloco no cenário mundial precisamos nos unir e pensar que as questões culturais podem ser vencidas. No mundo atual, o que vale é a capacidade de inovar, de perceber a dor do outro e a partir disso elaborar negócios. O evento é um momento de discutir essas novas possibilidades e as soluções inovadoras que nos coloquem na pauta de exportações do mundo”.

PAINÉIS

O painel sobre agronegócio teve como mediador o coordenador da Divisão de Relações Internacionais do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e coordenador do Programa Enterprise Europe Network (EEN Brasil), Márcio Canedo, Leticia Correa, da Berkemeyer, Ricardo Fantinelli, do Parque Científico e Tecnológico Chapecó@, e Eduardo Antonini, da Sempre Sementes. Canedo reforçou que exportar é trabalhoso e exige planificação detalhada das empresas. “Esse evento é extremamente importante porque reúne empreendedores do Mercosul. Existem grandes possibilidades no comércio internacional e o Connect Women é um ambiente propício para discussão focada no empreendedorismo e na relação com o Mercosul”, frisou acrescentando que o IBICT, Sebrae e Confederação Nacional da Indústria (CNI) fecharam um acordo e, a partir de 2019, irão auxiliar 5 mil pequenas empresas brasileiras no início do processo de exportação.

A professora do curso de Ciências da Computação da Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS), Graziela Simone Tonin a CEO e sócia fundadora da IDEA Lunchbox, de Chicago, Flavia Andrade, a fundadora do site Adriana Figueiredo Cursos, Adriana Figueiredo, e a representante da Agência Outsourcing, do Paraguai, Liz Mariela Cabrera, falaram sobre as oportunidades do setor de serviços e tecnologia. Graziela mediou o painel e, de acordo com ela, é difícil pensar atualmente, numa sociedade onde se fala muito em inovação e indústria 4.0, sem fazer conexão com a tecnologia. “Trouxemos cases, um consolidado dos Estados Unidos e um recente do Paraguai que exemplificaram para os participantes como é possível crescer no mercado internacional com o uso da tecnologia. As empresas estão cada vez mais preocupadas em melhorar os serviços e produtos e é de suma importância estar conectado com parceiros, sejam eles nacionais ou internacionais”.

O setor de moda foi explanado pela ilustradora e empreendedora Marlowa Pompermayer, consultora de projetos ligado ao artesanato Silva Baggio, programadora e analista de sistemas, coach e mentora de finanças Andreia Peronzin, empreendedora da arte Jany Rodrigues e pela mediadora, gestora de inovação na Coopercarga e coordenadora do Núcleo do Jovem Empreendedor da ACIC de Concórdia, Alessandra Cassol. O painel abordou a importância da criatividade e da inovação para o setor. “Um diferencial do ambiente de negócios é o potencial criativo e a capacidade de tornar os produtos escaláveis. As possibilidades de negócios estão bastante vinculadas à experiência que a moda, a arte e o design criam aos usuários, ou seja, a customização. Para as empresas brasileiras, um aspecto importante para a internacionalização é o diferencial criativo e o contexto cultural local que costuma ser inserido nos produtos”.

A CEO na PackID e professora da Unochapecó, Caroline Dallacorte, mediou o painel que abordou as oportunidades do comércio internacional na área de alimentos. Participaram também as empreendedoras Eliana Aparecida Cansian, da Athuar Treinamento e Assistência Tecnológica, Michelli Zanetti, da Unochapecó, e Fabiana Radin Rigatti, da Nutrata. Caroline observou que as indústrias do agronegócio são fortes na região, mas realçou que existem outras empresas que vem buscando espaço e contribuindo com a economia. “Quando falamos em tendências, o que o consumidor busca, essas empresas têm se destacado em aspectos como saudabilidade, bem-estar e sustentabilidade, com novas propostas, atraindo uma visibilidade diferenciada”, comentou acrescentando que a internacionalização pode ser pensada a partir desses aspectos.

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