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Chapecó, SC,


 

10/03/2010

Ficou só na promessa
Acic cobra os 125 policiais para Chapecó prometidos pelo governador



A promessa do governador Luiz Henrique feita na Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), em agosto do ano passado, em lotar a Polícia Militar com mais 100 homens e, a Polícia Civil, com mais 25, não foi cumprida, o que motivou, nesta semana, um duro expediente da entidade, endereçado ao chefe do executivo estadual.

“A problemática da segurança pública no município de Chapecó continua afligindo a comunidade chapecoense”, manifestou o presidente João Carlos Stakonski, observando que “mais uma vez tomamos a iniciativa de apontar os problemas crônicos em relação aos quais Vossa Excelência anunciou medidas que – infelizmente – ainda não se concretizaram.”

O dirigente reiterou as prioridades levantadas nos últimos anos, como a ampliação do efetivo de policiais civis e militares, a melhoria de instalações físicas, e a disponibilização de mais equipamentos, veículos e armamento. 

Em agosto de 2009, o governador, acompanhado de seu staff e dos dirigentes dos organismos de segurança, visitou a Acic e anunciou a ampliação dos quadros da PM e da PC com mais 125 policiais. Esse reforço nunca foi concretizado.

A Acic reconhece que o governador “tem sido magnânimo em apoiar e promover investimentos em obras e serviços públicos para Chapecó nas outras áreas da vida pública”, mas reclama que não está havendo justiça, equidade, isenção e juízo técnico nas decisões de quem administra a política de segurança de Santa Catarina. Em documento encaminhado no mês de julho DE 2009, a Acic demonstrava que municípios menores e com menos demandas recebiam maior estrutura de policiais, veículos e equipamentos.

 “Cotejo e análise do tratamento que Chapecó – a quarta maior economia catarinense – vem recebendo do Governo do Estado em relação a outros municípios de menor porte e/ou com demandas menos graves no setor de segurança pública, permitem uma conclusão desanimadora: Chapecó está à mercê do crime. Vidas são ceifadas e patrimônios destruídos pela ação criminosa, enquanto o aparelho de segurança – apesar da dedicada atenção dos policiais civis e militares – padece da insuficiência de recursos humanos.

  Na avaliação da Acic, não estaria havendo justiça, equidade, isenção e juízo técnico nas decisões de quem administra a política de segurança de Santa Catarina.

A diretoria da Acic pedirá audiência com o governador, em Florianópolis, para reivindicar um conjunto das medidas necessárias e inadiáveis para restaurar as condições de segurança para a população chapecoense viver e trabalhar em paz e tranquilidade.

Foto 01:  João Stakonski, presidente da Acic Chapecó

 


 

 
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