Home

Chapecó, SC,


 

08/07/2010

Ato público contra a violência reúne mais de 2 mil pessoas em Chapecó.

 

         Um protesto pacífico pelo fim da violência que acomete a maior cidade do Oeste catarinense reuniu mais de 2 mil pessoas na quinta-feira, no coração de Chapecó. O local escolhido para o ATO PÚBLICO foi o cruzamento da avenida Getúlio Vargas com a Marechal Bormann onde empresários, trabalhadores, donas de casa e estudantes participaram da manifestação contra a falta de investimentos na segurança pública. Das 9 às 10 horas da manhã, os estabelecimentos comerciais fecharam as portas em protesto pela situação que vive o município: a criminalidade e a delinquência  aumentam, enquanto a estrutura policial diminui.

         A manifestação faz parte da campanha “Paciência tem limite”, organizada por instituições da sociedade civil e encabeçada pela Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Sindicato do Comércio Varejista (Sicom), a subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, o Conselho Regional de Administração (CRA) e a Associação Catarinense de Imprensa (ACI). Dezenas de outras associações, sindicatos, clubes e escolas manifestaram apoio à iniciativa. Durante o ato foi distribuída a Carta Aberta endereçada ao Governador do Estado de Santa Catarina.

         As entidades reivindicam o aumento imediato do efetivo como pelo menos mais 100 policiais militares e mais 40 policiais civis; melhoria de instalações físicas; disponibilização de mais equipamentos, veículos e armamento; criação da 4a Companhia no 2o BPM e reativação dos conselhos comunitários de segurança (Conseg).

         Além das manifestações dos presidentes das entidades promotoras do protesto, empresários e vítimas da violência deram depoimentos relatando casos de sequestros, agressões e prejuízos ocorridos nos últimos meses. O presidente da Sociedade Amigos de Chapecó (SAC) disse que “o município, quinto maior arrecadador de impostos do Estado deveria receber nas mesmas proporções os investimentos públicos”. O empresário Moacir Tiecher relatou o episódio em que ele e a família ficaram reféns dos bandidos e quase perdeu a vida. Sérgio Utzig reclamou da omissão dos políticos na solução dos problemas e o aumento da corrupção no setor público. Luiz Carlos Bernardi, Lizandra Cansian, Gilson Vivian e Mirian Fillipi expuseram a insegurança dos lojistas do centro de Chapecó.

         O presidente da OAB, Ricardo Cavalli, mostrou que a violência atinge a todos indistintamente, trabalhadores, empresários, donas de casa e estudantes. Frisou que é necessário e urgente ampliar a estrutura judiciária de Chapecó com mais juizes e promotores, com nova cadeia pública e mais vagas na Penitenciária Estadual.

         O vice-presidente do Sicom, Ricardo Urbancic, assinalou que a campanha por mais segurança é uma exigência da sociedade e não, apenas, uma iniciativa das entidades empresariais. O presidente da CDL, Dornéles Dávi, mencionou que a violência reduz a qualidade de vida, prejudica todo o setor comercial, gera intranquilidade e prejuízo aos lojistas.

O prefeito de Chapecó, José Cláudio Caramori, anunciou a doação de um terreno de 5.328 metros quadrados para o Ministério da Justiça construir a sede da Polícia Federal em Chapecó.

O presidente da Acic, João Carlos Stakonski, encerrou o ato lembrando que todas as vias institucionais foram esgotadas: Depois de dezenas de reuniões, seminários, audiências e entrega de documentos, “somente nos restou um ato público para manifestar a insatisfação e a revolta da sociedade chapecoense”, assinalou. O aparelho de segurança em Chapecó sofre grave redução do número de policiais civis e militares e sucateamento das condições físicas de trabalho.

 


 

 
  Sede
Av. Getúlio Vargas, 1.748-N
Cep: 89805-000, Chapecó/SC
Fone/fax: (49) 3323 4100
Seccional Oeste
Rua das Garças, 613 D, Edifico Genova, Bloco B, Sala 2
Bairro Efapi, Cep: 89809-620, Chapecó/SC
Fone/fax: (49) 3331 3030