07/01/2011
Acic quer vigilância e reivindicação para mais investimentos no oeste
Mais investimentos em Chapecó e na região, melhoria dos serviços públicos, cobrança da classe política e reformas de base. Assim, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), João Carlos Stakonski, prioriza a defesa política das classes produtoras.
Aos 43 anos de idade, Stakonski é natural de Chapecó, casado com Juliana e pai de dois filhos, João Pedro e Leonardo. É graduado em Ciências Contábeis e pós-graduado em Gestão pela Fundação Getúlio Vargas. É co-proprietário da empresa Irmãos Stakonski Ltda.
Nesta entrevista, o líder empresarial avalia as atividades de 2010 e reitera a importância da modernização e ampliação do aeroporto municipal e a viabilização dos projetos ferroviários interestadual e intraestadual.
Qual a avaliação que o Sr. faz do ano de 2010?
João Carlos Stakonski – Avalio de forma positiva para alguns aspectos como aumento do emprego e da renda, crescimento do consumo, favorecendo a indústria e o comércio. Também se pode mencionar as conquistas de algumas obras para o oeste catarinense e, Chapecó, especificamente. Mas, por outro aspecto, fica a sensação da queda na qualidade de vida, bem como o insuficiente retorno dos serviços públicos, como segurança, saúde, rodovias, etc, muito aquém do crescimento populacional e de arrecadação.
Por ter sido um ano eleitoral, 2010 teve que prejuízos do ponto de vista de investimentos?
Stakonski – Sempre fica a sensação de segundo plano para a região oeste, nos pleitos e na destinação dos cargos importantes. Acredito que o governo de transição tentou conduzir de melhor maneira, mas a máquina administrativa concentra-se no trabalho político.
Na sua avaliação, qual foi o desempenho da economia de Chapecó em 2010?
Stakonski – Chapecó polariza uma grande região e assim concentra os investimentos e fornece produtos e serviços. Sendo assim, a grande economia regional cresce acima da média nacional.
Quais foram os destaques de 2010 na esfera empresarial?
Stakonski – O ano foi muito positivo, economicamente. Destacar algum setor ou empresa fica um pouco difícil, mas, a construção civil, a educação, a indústria de máquinas e equipamentos pesados, veículos leves e pesados foram os que registraram grande crescimento neste ano.
Das metas traçadas no início do ano para o biênio 2010/2011, quais já foram alcançadas?
Stakonski – Internamente, dentro da estrutura da Associação, as metas foram atingidas. Os pleitos diante do poder público, entretanto, nos deixaram frustrados. Como a reestruturação da segurança pública em Chapecó, dentre outras.
Em relação à segurança pública, uma das principais bandeiras da ACIC atualmente, quais os avanços?
Stakonski – Acredito que não teve nenhum avanço significativo, temos a impressão de retrocesso. Continuamos reivindicando aumento do efetivo das policiais Civil e Militar, além de mais viaturas, armamento e equipamento.
Como a ACIC pretende agir em 2011 junto aos parlamentares federais e estaduais eleitos?
Stakonski – Os parlamentares constituem a parte mais sensível de representação democrática no processo político. Eles têm o dever de sustentar e viabilizar as reivindicações da sociedade e, em especial, das classes produtoras. Agiremos de maneira vigilante, especialmente em relação ao retorno do que recolhemos de tributos, para que Chapecó e região tenham o devido tratamento em serviços e investimentos públicos.
Quais são as suas expectativas em relação à nova administração estadual? Quais as reivindicações da Acic para Chapecó e o oeste catarinense?
Stakonski – Fica sempre a dúvida, mas em primeiro momento, nosso dever é acreditar que haverá mudanças em termos de eficiência da máquina pública, investimento em obras de infraestrutura e de superestrutura e melhoria dos serviços públicos. Nosso foco será a segurança pública e a infraestrutura logística, essenciais para o crescimento da região.
E em relação ao governo federal, com a eleição de Dilma Rousseff, quais as expectativas? As reformas anunciadas (tributária, trabalhista, política) sairão?
Stakonski – Esperamos que haja profissionalismo e planejamento de ações a longo prazo. Assim, a condução do governo federal, imbuído no processo conjunto de crescimento, será determinante para seu sucesso. A nação brasileira espera pelas reformas político-administrativas, pois elas são a chave para a transformação e o desenvolvimento. Espero que o interesse político-partidário seja colocado em segundo plano pelo governo eleito e que as reformas, tão importantes, sejam realizadas.
Quais as prioridades da ACIC em 2011?
Stakonski – Defender esta região e este povo de maneira despretensiosa e planejada, visando o desenvolvimento integrado, a qualidade de vida e a cultura. Insistiremos na necessidade vital de infraestruturação da região sob pena de perdermos o parque agroindustrial para a o centro-oeste do Brasil. É fundamental a construção das ferrovias interestadual, de Chapecó a Mato Grosso do Sul e intraestadual, de Chapecó aos portos catarinenses. Priorizaremos a construção de um novo parque de exposições, congregando pista de automobilismo, kart, arrancada, rodeios, motociclismo e arena multiuso.
Infraestrutura regional tem sido uma preocupação constante da Acic?
Stakonski – Sim, por isso, mantemos as reivindicações prioritárias, como as ferrovias, as rodovias, a duplicação do acesso de Chapecó à BR 282, a duplicação da BR 282 e o aeroporto. |