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Chapecó, SC,


 

06/01/2012

ACIC quer novo parque de exposições

Mais segurança pública em Chapecó, melhoria dos serviços públicos, investimentos no aeroporto municipal e avanços nas reivindicações de obras de infraestrurua. Desta maneira, o ex-presidente da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), João Carlos Stakonski, avalia o ano de 2011.

Stakonski é natural de Chapecó, casado com Juliana e pai de dois filhos, (João Pedro e Leonardo), graduado em Ciências Contábeis e pós-graduado em Gestão pela Fundação Getúlio Vargas. É co-proprietário da empresa Irmãos Stakonski Ltda.

Nesta entrevista, o líder empresarial avalia as atividades de 2011, seu mandato e reitera a importância do envolvimento das pessoas para tornar as entidades fortes e representativas. Stakonski também antecipa que, para 2012, as prioridades da Associação Comercial serão a ferrovia “vital para a continuidade do agronegócio” e a construção de um novo parque de exposições.

Qual a avaliação que o Sr. faz de 2011?

João Carlos Stakonski – A avaliação é positiva, pois foi um ano bem importante para a agroindústria, como um todo, e conseqüentemente para as empresas do seu entorno. O oeste catarinense saiu fortalecido pela produção de alimentos. Chapecó em especial teve um grande empreendimento que gerou empregos, o shopping. Então, foi um excelente ano em termos econômicos para a região como um todo.

Na sua avaliação, qual foi o desempenho da economia de Chapecó em 2011?

João Carlos Stakonski – A economia de Chapecó como sempre é pujante, demonstrando versatilidade, dinamismo e desenvolvendo várias frentes. Por exemplo, a educação que está crescendo bastante, a medicina, enfim, toda uma gama de serviços que até então estavam subdesenvolvidos e hoje apresentam um nível de crescimento acima do esperado, conseqüentemente, geram desenvolvimento na construção civil, no comércio e na prestação de serviços. 

Quais foram os destaques de 2011 na esfera empresarial?

João Carlos Stakonski – Os destaques são vários, mas o maior e mais expressivo foi a construção do shopping. Foi a grande alavanca, quebrou muitos paradigmas em relação ao comércio de Chapecó e, ao mesmo tempo, trouxe as novidade dos grandes centros.

Quais foram as principais conquistas da ACIC?

João Carlos Stakonski – A ACIC teve papel preponderante em inúmeras questões. Vale destacar a melhoria na segurança pública que está em processo, pois, ainda não é o que queremos, mas está avançando. O aeroporto municipal e outros assuntos que foram vitoriosos na melhoria da qualidade de vida da população. Entregamos documento ao presidente em exercício Michel Temer, durante a EFAPI 2011, no que refletiu na convocação do Ministro dos Transportes para conversar sobre a BR-282. Levamos várias lideranças junto, Fiesc, Facisc, ACIs regionais e empresarias. Isso resultou em uma ordem de investimentos para 2012 de aproximadamente R$ 171 milhões para revitalização e melhorias de terceiras faixas na BR-282 que atualmente se encontra estrangulada devido ao alto fluxo de veículos.

Em 2011, uma das principais bandeiras da ACIC foi a reestruturação da segurança pública em Chapecó. Neste setor quais foram os avanços?

João Carlos Stakonski – Capitaneamos a campanha “Paciência Tem Limite”, juntamente com CDL, Sicom, OAB e Associação Catarinense de Imprensa (ACI) visando alertar as autoridades e os mandatários do Estado que a máquina da segurança pública de Chapecó passa por dificuldades administrativas, de efetivo e equipamentos. Ocorreu uma melhoria e foram enviados aproximadamente 60 novos militares, mais de 40 civis e também aconteceu investimento por parte da administração municipal em veículos e equipamentos. Percebe-se que os comandantes regionais estão mais comprometidos com a região, o que não acontecia anteriormente. Isso gerou satisfação nos empresários.

Em 2010, a Associação Comercial reiterou a importância da viabilização dos projetos ferroviários interestadual e intraestadual. Em 2011, ocorreram avanços?

João Carlos Stakonski – A Frente Parlamentar comandada pelo deputado Pedro Uczai encampou isso e o Governo Federal está entendendo essa necessidade, bem como as grandes empresas que estavam um pouco alheias ao processo e começaram a entender a real importância da ferrovia. Ela é vital para a chegada da matéria-prima e conseqüentemente partida dos produtos industrializados para os grandes mercados. O que contribuirá na indispensável redução de custos para competitividade e manutenção das empresas da região. A construção da ferrovia é uma questão de vida ou morte para o agronegócio.

Como foi a relação da ACIC com a administração municipal. As reivindicações foram atendidas?

João Carlos Stakonski - Tivemos um diálogo muito franco e aberto, proporcionado pela cordialidade concedida pelo então prefeito João Rodrigues e posteriormente José Cláudio Caramori. Sempre tivemos uma relação franca na qual expusemos as necessidades locais de investimentos primordiais como foram as questões do bairro Efapi, mobilidade urbana e aeroporto municipal. Houve um bom relacionamento e entendimento entre prefeitura e entidade, isso é importante para o desenvolvimento sério e consciente da nossa sociedade.

Uma das prioridades da Associação Comercial em  2011 foi a construção de um novo parque de exposições, congregando pista de automobilismo, kart, arrancada, rodeios, motociclismo e arena multiuso. O que pode ser antecipado desse projeto?

João Carlos Stakonski – Nós estamos na fase embrionária. Contratamos uma profissional que está prestando assessoria para desenvolver o projeto. Acreditamos que será a nova matriz econômica regional, desenvolvendo a rede de serviços, hoteleira, alimentação, bem como trazendo diversão, alegria e proporcionando entretenimento à população do grande oeste. É um grande desafio! Contribuirá para a profissionalização dos projetos dos parques de exposições que estão com a capacidade saturada e sem condições de utilização nos lugares onde estão instalados. O projeto ainda é na forma incipiente, de desenvolvimento, estamos levantando as áreas disponíveis conforme localização e tamanho do terreno para definir a forma para adquirir e cotizar. Para que realmente se concretize. 

Qual avaliação que o Sr. faz do seu mandato?

João Carlos Stakonski – Saio de cabeça erguida por ter tentado fazer o correto. Não somente a ACIC, mas as entidades estão de parabéns porque fizeram se representar perante a sociedade e o poder público. As pessoas não podem ficar no anonimato, precisam se envolver. Somente união e participação tornam as entidades fortes e representativas. O envolvimento é fundamental para que haja influência e respeito para com as entidades e o empresariado.

Quais foram os fatos que mais lhe marcaram nesta trajetória?

João Carlos Stakonski – Duas questões foram as que mais marcaram. A primeira é sobre segurança pública, houve um apelo muito intenso, desde o primeiro dia e ainda é nossa bandeira. Houve retorno do governo do Estado, mas ainda não está bom. A outra foi o aeroporto municipal, pois tivemos papel preponderante na revitalização que está acontecendo. Acredito que, em breve, teremos um aeroporto moderno com mais de dez voos diretos.

Ex-presidente da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), João Carlos Stakonski, avalia o ano de 2011

 


 

 

 
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