Postado em 07 de Abril às 15h47

Empresários falam sobre comércio exterior para acadêmicos

Ação foi desenvolvida por integrantes do Núcleo de Comércio Exterior e Logística Internacional da ACIC Chapecó para o curso de Administração da Unochapecó

Um momento para aprender e se aproximar do mercado foi proporcionado aos acadêmicos do quinto e oitavo período do curso de Administração da Unochapecó com uma palestra dos integrantes do Núcleo de Comércio Exterior e Logística Internacional (Comex) da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC). A parceria entre a entidade e a universidade proporcionou uma aula diferente aos alunos na última semana.
Participaram os nucleados Milvo Zancanaro, (vice-presidente de Relações Internacionais da Facisc), André Telöcken (diretor de Relações Internacionais da ACIC), Fernanda Colatto Guillen (vice-coordenadora do Comex), Diego Cason (tesoureiro do Comex) e Cristina Vaccari (nucleada e também professora do curso de Administração da Unochapecó).
Os nucleados relataram suas experiências com exportação. Zancanaro possui empresa no município de Itá, a Gelnex, e exporta para 55 países. “As oportunidades existem, é preciso acreditar que é possível”, disse. Ele também explicou aos estudantes os processos burocráticos para viabilizar a exportação, como os trâmites nos Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e nos consulados do Brasil e dos países para onde se exporta. “É em Brasília onde se tomam as decisões do comércio exterior do País e é importante conhecer as estruturas e como elas funcionam”, acrescentou.
Telöcken apresentou a ACIC e falou sobre a importância de participar dos núcleos. “A ACIC é uma das associações mais representativas no Estado e os núcleos reúnem empresas com atividades similares que se unem para discutir problemas em comum. Quando nos abrimos, as oportunidades aparecem. O núcleo proporciona isso e me desafia constantemente”, expôs. A empresa de Telöcken, Messtechnik, fabrica torres para medição de vento para energia eólica. O nucleado também falou da importância da união entre universidade, governo e empresas para o crescimento do setor de tecnologia, a chamada tríplice hélice. “Precisamos unir forças para criar um movimento de crescimento. Umas das ações do Comex para isso é o Encontro Regional de Comércio Exterior (Ercoex)”, frisou.
O Núcleo do Comércio Exterior e Logística Internacional surgiu em 2006 com a missão de contribuir para o crescimento contínuo das empresas com a oferta de produtos e serviços que atendam as exigências dos mercados globalizados. Entre os objetivos estão proporcionar reflexão, network, capacitar empresários e colaboradores, promover missões empresariais e estimular intercâmbio de experiências. “As empresas não são concorrentes, tentamos nos ajudar, pois não queremos deixar o colega cair. Assim, nos fortalecemos e crescemos como pessoas, empresas e setor”, enfatizou Cason, que explicou como funciona o Comex.
Cason trabalha em uma multinacional que possui uma fábrica em São Paulo e uma em Vargeão, a Kemin. “A unidade de Vargeão fabrica sabor de ração para cachorros e gatos e atende toda a América Latina”, relatou. O nucleado também explanou aos acadêmicos sobre a logística interna e internacional. “Às vezes pensamos que é caro exportar, mas o valor do transporte no exterior é muito mais barato do que no mercado interno. O preço da logística tira 14% do valor dos produtos no Brasil”, frisou.
Por último, Fernanda esclareceu aos acadêmicos sobre a logística e as ações dos Correios para o comércio exterior e internacionalização. “Os Correios são a maior empresa de logística da América Latina e possui os programas Exporta Fácil e Importa Fácil, que são uma porta de entrada para as empresas no comércio exterior”, disse. Para Fernanda, esse é um caminho sem volta. “Vivemos comércio exterior 24 horas por dia. Muitos produtos que usamos são importados e muitas vezes não nos damos conta. É um mercado fascinante, desafiador e fácil, se você quiser. Mas precisa de pessoas qualificadas, pois muda muito rápido e os profissionais precisam saber onde buscar informações”, enfatizou.
A coordenadora do curso de Administração, Cleunice Zanella, frisou que a atividade é uma das mais importantes do curso por proporcionar a participação de profissionais atuantes no mercado de trabalho e por mostrar a importância da participação em associações como a ACIC. “A conversa com os alunos estimula para que eles participem da sociedade e saiam da visão focada somente na empresa, além de fomentar o desenvolvimento dos jovens para a prática organizacional, saindo da sala de aula e se aproximando da prática”, finalizou.

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